20 de maio de 2010



Se posso chamar-te de erro? Não, não posso.

Arrependo-me sim, arrependo-se de muitas coisas que fiz por ti, de te ter dado tanto de mim, de te ter amado como amei. Isso sim, posso chamar de erro, um erro que não volta atrás, que não consigo mudar. Não digo que não fui feliz, fui bastante, e este foi o melhor erro que um dia cometi. E hoje voltava a errar se pudesse, mas mudava muita coisa, mudava-te a ti, pois hoje já não eras a pessoa que és, já não és aquele de quem chamava meu menino. O que é feito de ti meu amor? Onde está aquele rapaz com um sorriso de criança, e os olhos cheios de açúcar? Já não te conheço, e o que mais custa é que já não está ao meu alcance tentar que voltes, já não estás comigo, já não sei nada de ti.

Só tenho medo, que a tua transformação tenha sido também, culpa minha.

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