2 de maio de 2010


Abri aquela caixa (...) aquela onde guardei tudo, tudo o que fazia parte de ti, parte de nós. Li sonhos, revivi momentos, e lembrei-me de como era bom ter-te na minha vida. Recordei a tua voz, o teu cheiro, o teu toque, de como me agarravas na mão e como me envolvias nos teus braços, como dizias ao meu ouvido que me amavas e quando me olhavas nos olhos e dizias: "nunca te quero perder". Naquela caixa havia tanta coisa, desde textos, a confidencias, de fotos a pequenos objectos, havia dedicatórias dos mais próximos a desejar as maiores felicidades, a falar dos nossos exagerados e patéticos sonhos, todos diziam que nós nascemos um para o outro, que éramos perfeitos os dois, afinal estava tudo enganado, estava eu tão enganada. E foi tudo em vão, tudo se perdeu, nada se construiu. As lágrimas vão caindo, o coração cada vez dói mais, as saudades apertam demasiado.
E agora só me resta recordar, com uma forte mágua, mas também com um grande sorriso.

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